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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

dolorosamente vermelhos

Olhos vermelhos jorrando sangue por dentro, dentro de tudo, tudo de um nada. Nada farias se fosse pra ajudar. Se fosse pra ajudar te derramarias em cima de mim e em mim é que não morrerias. Não morrerias de amor, pois amor não tens e não tens nada, não tens tudo que preencha o nada que em mim tu me causas. E causarias, quem sabe, um novo dia, dia de saudade e saudades de outros dias. Dias passados em que hoje me afago e que me fazem chorar esses olhos castanhos cobertos de vermelho, vermelhos de dor, doendo ao sair água-de-paixão-suja ardente, ardendo os olhos e tudo o que me mata por dentro. E esse tudo cheio de nada que há aqui dentro ta dolorido. Dói. Você.

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